1 EM CADA 5 EMPRESAS JÁ PENSA EM MUDAR O CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO POR CAUSA DA REFORMA TRIBUTÁRIA

Publicado em 23 de setembro de 2026 | Por Comunicação JS

A Reforma Tributária começa a provocar mudanças nas estratégias logísticas das grandes empresas brasileiras. Segundo levantamento realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) no primeiro semestre de 2026, com mais de 100 grandes empresas dos setores de indústria, varejo e agronegócio, 21% das companhias pretendem mudar a localização de seus centros de distribuição entre estados principalmente em razão das novas regras tributárias.

A mudança está relacionada à transição do atual modelo de tributação sobre o consumo. Com a substituição gradual do ICMS pelo IBS, cuja cobrança seguirá o princípio do destino, os incentivos fiscais estaduais tendem a perder importância na definição de onde manter estoques e centros de distribuição.

Durante anos, benefícios fiscais foram considerados na escolha da localização de estruturas logísticas, mesmo quando isso significava manter os produtos mais distantes dos principais mercados consumidores. De acordo com o levantamento do ILOS, 51% das empresas pesquisadas afirmam atualmente ter custos logísticos maiores para obter benefícios tributários, enquanto 54% possuem algum centro de distribuição beneficiado por incentivo fiscal.

Com a mudança desse cenário, fatores como proximidade do consumidor, custo de transporte, eficiência da malha logística, disponibilidade de imóveis, mão de obra e prazo de entrega passam a ganhar maior relevância nas decisões sobre a localização dos centros de distribuição.

O levantamento também mostra que o movimento deverá ocorrer de forma gradual. Além das 21% que relacionam uma possível mudança diretamente à Reforma Tributária, outras 13% das empresas pretendem alterar a localização de seus CDs por decisões internas. Enquanto isso, 49% não preveem mudanças e 17% ainda não avaliaram o tema.

A pesquisa aponta ainda que apenas 13% das empresas consultadas se consideram totalmente preparadas para as mudanças previstas até 2033, evidenciando que a adaptação envolve não apenas o departamento tributário, mas também áreas como logística, compras, estoques, transportes, armazenagem e importação.

Nesse cenário, a Reforma Tributária deixa de ser apenas uma questão de apuração de impostos e passa a exigir uma análise estratégica do modelo operacional das empresas. Decisões sobre localização de unidades, distribuição e logística precisam considerar os impactos tributários e operacionais da transição.

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